Com informações do G1
A demissão de um policial rodoviário federal envolvido na ação que levou à morte da menina Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos, no Rio de Janeiro, em setembro de 2023, é o que recomenda a corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o Ministério da Justiça (MJ). O agente foi identificado como o responsável pelo tiro que atingiu Heloísa. O Ministério da Justiça avalia agora se acata ou não a recomendação.
Entenda
A família de Heloísa, que é de Petrópolis, havia viajado para passar o feriado do Dia da Independência no ano passado em Itaguaí. O crime aconteceu quando estavam passando pelo Arco Metropolitano, em Seropédica, no dia sete de setembro de 2023. Os agentes perseguiram o carro onde estavam, além de Heloísa, o pai, a mãe, uma irmã e uma tia da menina. Por volta de 21h daquele dia, uma equipe da PRF iniciou a perseguição. O veículo, de acordo com os agentes, era roubado, mas, o pai de Heloísa contou nos dias seguintes que não sabia disso quando comprou o automóvel. Os agentes que participaram da ação disseram que ouviram som de tiro e, por isso, efetuaram disparos de fuzil. Os tiros dados pelos policiais acertaram Heloísa na nuca e cervical. Ela foi levada para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, onde foi submetida a neurocirurgia, teve parada cardíaca e acabou morrendo em 16 de setembro.
Na época da ocorrência, a PRF e o MPF anunciaram outra investigação relacionada a esse caso, devido a imagens de outro PRF, à paisana, circulando pelo hospital onde a menina estava internada.
Policiais são réus
A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) em dezembro de 2023 e, por isso, todos os três policiais rodoviários federais que participaram da ação já são réus pela morte da menina. A denúncia rebateu a versão dos policiais de que o carro seria roubado: nos registros do Departamento Nacional de Trânsito (Detran) não havia nenhuma restrição ao veículo. O MPF diz ainda que os agentes da PRF não abordaram o veículo da família antes de fazer os disparos.
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