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Preço dos combustíveis segue pesando no bolso dos petropolitanos

Pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra os valores cobrados nos postos de Petrópolis

Foto: Pixabay
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Larissa Martins

Levantamento de Preços de combustíveis, realizado na semana de 01/03/2026 a 07/03/2026 pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mostra os preços dos produtos vendidos nos postos de Petrópolis.

Segundo os dados, o litro do Etanol Hidratado é vendido, em média, a R$ 5,52 nos postos dedo município, podendo custar até R$ 5,69 em alguns estabelecimentos. O Gás Natural Veicular (GNV) custa, em média, R$ 4,91, podendo chegar a R$ 4,99.

A Gasolina Comum é um dos combustíveis mais caros. Na pesquisa da ANP, o preço médio de revenda é de R$ 6,82, podendo chegar a R$ 6,89. Já o preço médio da Gasolina Aditivada é de R$ 6,89, custando no máximo R$ 6,99.

O Diesel Comum custa em média R$ 6,21 e máximo de R$ 6,29. Já o Diesel S10 é vendido pelo preço médio de R$ 6,35, chegando a R$ 6,59 no máximo.

O GLP (Gás Liquefeito de Petróleo ou gás de cozinha) de 13 quilos custa em média R$ 99,28, sendo encontrado nos postos pesquisados a no máximo R$ 113,00.

É importante ressaltar que os valores apresentados são a média das somas dos preços mínimos e máximos revendidos, ou seja, os combustíveis podem custar mais ou menos ao bolso do consumidor.

Tabela

Pesquisa

A ANP acompanha os preços praticados por revendedores de combustíveis automotivos e de gás liquefeito de petróleo envasilhado em botijões de 13 quilos (GLP P13), por meio de uma pesquisa semanal de preços.

O acompanhamento é feito presencialmente em todos os estados mais o Distrito Federal. Após ter sido completado o tratamento eletrônico dos dados coletados, por meio de programas específicos de conferência, realiza-se nova verificação das informações colhidas, por meio de central de pesquisa telefônica.

O resultado é divulgado em tabelas, contendo os preços mínimos, máximos e médios, desvios padrões de revenda, número de postos pesquisados e período de coleta.

Impacto da Guerra nos preços

Muito tem se falado sobre a possibilidade de a guerra no Oriente Médio impactar os preços pagos pelo consumidor brasileiro por combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina e o diesel. No entanto, os efeitos podem demorar a chegar, avalia o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy.

O petróleo teve forte alta nos últimos dias, desde o início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, no final de fevereiro, e das retaliações do país persa contra Tel Aviv e bases americanas em diversos países produtores de petróleo na região.

O porta-voz do instituto que representa a indústria petrolífera no Brasil explicou que toda refinaria mantém um estoque de petróleo, e que esse é um dos motivos para que a mudança não aconteça da noite para o dia.

Entretanto, se o petróleo permanecer em um patamar alto, pouco a pouco, as refinarias vão começar a comprar o produto mais caro.

“Na medida em que esse petróleo mais caro chegar às refinarias, elas também, com um certo tempo, tenderão a transferir esse preço para os seus contratos novos, porque nos contratos já firmados, elas garantem o preço anterior", observa.

"É um processo longo, que pode durar até seis meses para acontecer. Não haverá nenhuma mudança de patamar de preço a curto prazo, inclusive, para o consumidor brasileiro", afirmou Roberto Ardenghy à Agência Brasil.

O presidente apontou que a incerteza que paira no mercado global sobre o futuro do conflito é um dos motivos que pode retardar o impacto nos preços pagos pelos consumidores.

"Altos patamares do preço do petróleo dependem da continuidade ou não do conflito armado, do bloqueio do Estreito de Ormuz, da disseminação do conflito para outros países do Oriente Médio. Então, ainda não se tem segurança de que isso vai acontecer", explicou.

Ardenghy acrescentou que o mercado do petróleo opera com projeções de longo prazo em contratos, que têm que ser honrados. É preciso considerar também, afirma ele, que alguns países têm estoques estratégicos importantes, que certamente serão usados nesta situação de crise.

*Com informações da Agência Brasil

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