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  Educação

Prefeitura confirma volta às aulas presenciais na segunda

Para sindicatos, momento da pandemia na cidade ainda não permite retomada

Wellington Daniel

 

A Prefeitura confirmou nesta quarta-feira (28) que o retorno das aulas presenciais começa a ser feito a partir da próxima segunda-feira (3). O decreto municipal que seria publicado no Diário Oficial ontem prevê a reabertura das escolas de forma escalonada, começando, na rede municipal, pelo 3º ano do Ensino Médio. Na rede privada, além do 3º ano do Ensino Médio, serão liberadas turmas de alfabetização, do 1º ano do Ensino Fundamental. A carga horária das aulas presenciais será reduzida e, nas salas de aula, será obrigatório respeitar o distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes, ficando limitada a ocupação ao máximo de 50% do número de alunos.

A reabertura das unidades de ensino é opcional (no caso da rede privada) e as escolas que optarem pelo ensino híbrido devem assegurar aos pais e/ou responsáveis o direito de manterem o aluno apenas com aulas remotas, se essa for sua opção. “É importante darmos este passo com calma e responsabilidade. Este processo será executado com monitoramento constante”, frisa o prefeito interino Hingo Hammes.

A retomada das aulas será gradual, respeitando calendário que prevê intervalos de no mínimo uma semana entre cada etapa da flexibilização. No caso da rede municipal, onde as aulas serão iniciadas pelo Liceu Municipal Cordolino Ambrósio, a reabertura começa pelo 3º ano do Ensino Médio e avança para o 2º ano do Ensino Médio após 15 dias. A previsão é que sete dias depois seja autorizado o início das aulas para turmas do 1º ano do Ensino Médio. Após esta fase serão iniciadas as etapas de flexibilização para turmas do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos e, posteriormente, Educação Infantil.

Na rede privada a retomada será feita também de forma escalonada, começando, na próxima semana, para turmas do 3º ano do Ensino Médio e 1º ano do Ensino Fundamental. A partir daí, a flexibilização será semanal, com liberação de duas séries em cada etapa: 2º ano do Ensino Médio e 2º ano do Ensino Fundamental na semana 2 (iniciada no dia 10/05); 1º ano do Ensino Médio e 3º ano do Ensino Fundamental na semana 3 (iniciada em 17/5); 4º ano e 9º ano do Ensino Fundamental na semana 4 (iniciada no dia 24/5); 5º ano e 8º ano do Ensino Fundamental na semana 5 (iniciada no dia 31/5); e 6º ano e 7º ano do Ensino Fundamental na semana 6 (iniciada no dia 7/6). A Educação Infantil será autorizada a iniciar o período de adaptação, com atendimento individual, na semana 3, e deverá ser autorizada a funcionar, respeitando a mesma limitação de alunos imposta às demais séries, na semana 7 (iniciada no dia 14).

 

Escola Segura

Para iniciarem as aulas no modelo híbrido, as escolas – tanto públicas quanto privadas – precisam ter o Selo Escola Segura, demostrando que estão preparadas para o retorno e cumprindo requisitos apontados pela Vigilância Sanitária (o check list foi aprovado pelo Conselho Municipal de Educação e pelo grupo de trabalho que elaborou o plano de retorno das atividades presenciais na rede municipal).

Até o momento, 26 unidades já foram visitadas por integrantes da comissão – sempre acompanhados por um servidor da Secretaria de Educação, um integrante do Comed/GT e um fiscal da Vigilância Sanitária. Noventa por cento delas estão aptas a iniciarem as aulas híbridas, com todas as demarcações, distanciamento, estrutura e EPIs necessários.

Escolas que ainda não solicitaram a vistoria devem entrar em contato com a Secretaria Municipal de Educação pelo e-mail seesupervisao@gmail.com ou pelo telefone 2246-8675.

Sindicatos são contra a retomada

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE) e o Sindicato dos Professores de Petrópolis (Sinpro) são contrários ao retorno, o mesmo posicionamento do vereador Yuri Moura (PSOL), presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal.

Ao Diário, a represente do Sepe, Rose Silveira, afirmou que o sindicato é totalmente contra o retorno neste momento. “Continuamos totalmente contra, porque não mudaram as condições. Ainda estamos em bandeira vermelha, com um alto índice de contaminação, uma superlotação dos leitos, tanto de UTI quanto clínicos, então não é momento de colocar mais gente em circulação permanente e diária nas ruas”.

“Para nós, não é o momento ainda, porque estamos no auge na pandemia. O número de infectados e óbitos em Petrópolis é muito acima, inclusive de outros municípios. A quantidade de novas contaminações e de óbitos, para nós, inviabiliza o retorno das aulas”, afirmou o presidente do Sindicato dos Professores de Petrópolis e Região (Sinpro), Frederico Fadini.

Para o Sinpro, a mesma regra das escolas públicas deve valer para as escolas particulares. “O entendimento do Sinpro é que os mesmos protocolos seguidos pelas redes públicas, municipal e estadual, deva ser a mesma que as escolas privadas deverão seguir em nosso município”, disse Fadini.

Além da situação epidemiológica, Rose diz que poucas escolas passaram pela fiscalização para receberem o selo “Escola Segura”. A vacinação dos profissionais de educação também é pedida, por ambos os sindicatos, para que seja possível o retorno.

“Na nossa opinião, o momento agora é de focar na melhoria do atendimento virtual, porque, neste momento, é a única forma segura para a educação. É preciso que o governo invista em acesso para alunos e professores e equipamentos para professores, para que melhore a qualidade do ensino remoto”, explicou.

“Para nós, é fundamental, para que haja retorno, as condições sanitárias da cidade estejam controladas, com número baixo de contaminação, óbitos e os trabalhadores da educação vacinados ou em processo”, complementou o presidente do Sinpro.

O vereador Yuri Moura também considera grave o quadro epidemiológico de Petrópolis, devido a taxa de incidência e cobra a vacinação dos trabalhadores da educação. O vereador lembra que a taxa de ocupação dos leitos de UTI ainda fica na casa de 80%, segundo os últimos boletins divulgados pelo município.

"A Comissão de Educação da Câmara está em diálogo com os sindicatos, com o Executivo, mas tem a certeza de que não é possível retornarmos no dia 3 de maio. Enquanto isso seguimos batalhando por melhorias da plataforma Educa em Casa da Rede Municipal e pela convocação imediata dos professores aprovados no processo seletivo do ano passado”, afirmou o parlamentar.

 

 



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