Um possível desmonte no Laboratório Nacional de Computação Científica preocupa e gera movimento político para a manutenção da escolha
O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) se prepara para possível desmonte, com saída de pesquisadores e mudança de local para o Recife, após possível desistência de instalação de supercomputador de inteligência artificial. A instalação do aparelho é uma das ações previstas no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).
A promessa do Ministério de Ciência e Tecnologia era de que Petrópolis se tornaria a Capital Nacional da IA, após implementação do supercomputador dentro do LNCC. Com a possível ida do aparelho para Recife, a Prefeitura da cidade se preocupa com a probabilidade de desmonte do Laboratório, que se tornou o único aparelho do Ministério fora de Brasília. “Com a não vinda do supercomputador, é possível que os pesquisadores que estão na cidade, mudem para a nova localidade e que a cidade perca esse capital intelectual tão importante pro município”, disse o secretário de Planejamento e Orçamento, Fred Procópio.
O supercomputador influenciaria em diversas áreas da cidade. Para a saúde, o aparelho já promove exames diferenciados como o exame preventivo circulatório, onde diagnostica futuras complicações no sistema e identifica possíveis resoluções para a questão. Para o meio ambiente, área onde o município sofre com os temporais de chuva e alagamentos, o aparelho identifica formações de nuvens e prevê a chegada das chuvas fortes para melhor prevenção por parte da Defesa Civil e Prefeitura. “Após a compra do radar meteorológico BandaX, o supercomputador ia auxiliar a Defesa Civil e a Prefeitura no planejamento e prevenção de perdas no momento de chuvas mais fortes. Por exemplo, esse ano, conseguimos avisar antes da tempestade e decretar ponto facultativo no Centro. O resultado foi nenhum óbito, somente com perdas materiais”, acrescentou o secretário.
Ainda segundo Fred, o PBIA prevê um investimento alto na cidade de instalação do dispositivo e que existe um esforço político para a permanência da escolha da Ministra Luciana Santos divulgada no ano passado. “Há um movimento de assinaturas dos prefeitos e deputados das cidades do Estado do Rio para que a escolha por Petrópolis seja mantida. A vinda de mais tecnologia para a cidade ajuda, não só pelo investimento de cerca de R$2 bilhões, mas pela manutenção de capital intelectual e geração de emprego que isso pode causar”, concluiu Fred.
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