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Primeira transmissão oficial de rádio no Brasil completa 104 anos

Em 7 de setembro de 1922, discurso de Epitácio Pessoa foi transmitido durante as comemorações do centenário da Independência

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A primeira transmissão oficial de rádio no Brasil completa 104 anos nesta segunda-feira (7). O marco aconteceu em 7 de setembro de 1922, durante as comemorações do centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro.

As informações foram divulgadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Na ocasião, uma estação instalada no alto do Corcovado transmitiu o discurso do então presidente da República, Epitácio Pessoa, para cerca de 80 receptores espalhados pelo Rio de Janeiro e também alcançou cidades como Niterói, Petrópolis e São Paulo.

Segundo registros da Brasiliana Fotográfica, da Fundação Biblioteca Nacional, a transmissão foi realizada por uma estação de 500 watts instalada no Corcovado. À noite, pelo mesmo sistema, também foi transmitida a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, diretamente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Roquette-Pinto e a primeira emissora

Embora a transmissão de 1922 seja considerada o primeiro grande marco oficial da radiodifusão brasileira, foi no ano seguinte que o país ganhou sua primeira emissora de rádio.

Em 1923, Edgard Roquette-Pinto, considerado o “pai da radiodifusão” no Brasil, fundou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, ao lado de Henrique Morize. A programação tinha caráter educativo e cultural, com cursos, palestras científicas, notícias e apresentações musicais.

De acordo com a Biblioteca Nacional, a primeira transmissão experimental da Rádio Sociedade ocorreu em 1º de maio de 1923. A emissora posteriormente seria incorporada ao governo federal e daria origem à atual Rádio MEC.

Um veículo que se reinventou

Ao longo das décadas, o rádio passou por diferentes transformações e se consolidou como um dos principais meios de comunicação do país. A chegada da televisão e, posteriormente, da internet mudou os hábitos do público, mas o veículo continuou se adaptando.

Atualmente, além das transmissões tradicionais pelo dial, emissoras podem ser acompanhadas por sites, aplicativos, plataformas digitais e serviços de streaming.

A própria Alerj mantém a Rádio Alerj, criada em 2022 em parceria com a Rádio Senado. A emissora transmite conteúdos voltados ao público fluminense, com informação, prestação de serviço, cultura e assuntos relacionados às atividades do Parlamento.

Para a Alerj, a trajetória do rádio demonstra a capacidade do veículo de acompanhar diferentes gerações e tecnologias, mantendo seu papel como meio de informação, entretenimento e companhia para os ouvintes.

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