Gabriel Miranda especial para o Diário
O Projeto Aloha está arrecadando doações de Páscoa para crianças de comunidades e também realizará ações, como a distribuição nos bairros. Essa iniciativa atende mais de diversas famílias e algumas instituições, porém, ainda precisa da colaboração das pessoas para seguir ajudando. Uma forma de contribuir é pelo PIX ou indo a lojas parceiras do projeto para deixar as doações.
A idealizadora do projeto, Beatrice Nuñez, diz que a arrecadação para a Páscoa foi um pouco complicada. Ela foi bem precária e muito baixa. Nós não conseguimos ter um alcance grande e começou aquele pavor de quase certeza de que não iríamos atingir a meta, explica.
Ela conta que nesse momento prefere ainda não divulgar os bairros, para não criar expectativa e no final não comparecer. Como fazemos essa ação frequente desde a existência do Aloha, os bairros já ficam ansiosos nos esperando. E se eu afirmar e não conseguimos fazer a distribuição, eu acabo gerando uma esperança falsa. Só terei noção no último dia de coleta, para saber a real quantidade. Mas as pessoas podem continuar doando, pois só com a ajuda conseguimos multiplicar essas ações, diz.
Beatrice explica que as pessoas que quiserem contribuir com o projeto para a Páscoa, podem deixar em alguns estabelecimentos. Estamos com parcerias com algumas lojas e quem puder auxiliar os locais para deixar são: loja Pirulito 16 de março e Pátio, drogaria Raia na 16 de março, Estácio de Sá no Bingen, Construtora Solidum Av. Dom Pedro I, n.º 157 Centro e na Loja Anjo guardião Rua do imperador 330. Outra forma de doar pode ser também pelo PIX: contatoalohaa@gmail.com e para entrar em contato é no Instagram: projeto.aloha, conta.
A idealizadora do projeto acrescenta que, no ano passado, o resultado das doações foi bem mais notável. Esse ano estamos na torcida, ainda não temos noção se vamos conseguir alcançar o objetivo. Devido à ocorrência com as famílias nas chuvas da última semana, todas as nossas atividades pararam e a prioridade era auxiliar as vidas que precisavam de nós. Tudo que tínhamos e até mesmo doação foi revertido para as compras necessárias com a urgência, explica.
Ano de 2023 positivo com as arrecadações
O projeto realizou, em 2023, a entrega de brinquedos no Natal e a arrecadação foi bem grande. Foram mil crianças alcançadas ou até mesmo um pouco mais. Fizemos as entregas nos bairros: Comunidade do Neylor, Comunidade do Alemão, Atílio Marotti, Quitandinha, Amazonas, Fazenda Inglesa e Vale dos Esquilos, acrescenta.
Para a entrega na Páscoa em 2023, o projeto alcançou muitas crianças, como conta Beatrice. Foram 700 crianças e toda ação na rua voltada para elas e a sensação é como se fosse à primeira vez. Indo nesses locais, o nosso sentimento foi muito pela desigualdade alarmante e visamos fazer o melhor possível, para um único dia ser especial e o sorriso de uma criança é a melhor recompensa que recebemos nas ruas. Principalmente agora que uma grande parte já nos reconhece. Fazemos essa entrega normalmente em bairros repetidos e criando esse laço e um vínculo. Vamos constantemente ao Quitandinha, Fazenda Inglesa, Atílio Marotti, Comunidade do Neylor e Comunidade do Alemão, explica.
Ela conta que o Projeto Aloha também se divide além da ajuda humanitária. Temos alguns projetos dentro do Aloha, sendo eles: educacional, assistência com quentinhas para pessoas em situação de rua, socioambiental (reciclagem) e cursos profissionalizantes. Infelizmente, é uma luta diária, a cidade é muito restrita com doações, são poucos que ajudam e uma parte de fora. Lutamos para manter o Aloha sabendo que, uma hora para outra, precisamos dar tempo por falta de recursos. Para as pessoas participarem, é só enviar mensagem para o nosso perfil no Instagram, explica.
A idealizadora do projeto, Beatrice Nuñez, contou ao jornal que o Projeto Aloha é um movimento solidário, formado por jovens e pessoas que acreditam que sim, podemos ser uma nova geração. Seu intuito é unificar, agregar e misturar, portanto, promovemos lives com assuntos, infelizmente vistos como tabu. Tendo em vista que ainda seguimos a tal sociedade conservadora. Levantamos a bandeira de estereótipos femininos, já falamos de violência sexual. Esses assuntos são promovidos com uma psicóloga sempre acompanhando, porque acreditamos que a terapia é necessária e nossa geração é a que mais sofre com saúde mental, afirmou.
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