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  Ambiente

Projeto Conexão Mata Atlântica habilita 165 propostas de PSA no Rio de Janeiro

Projeto Conexão Mata Atlântica habilita 165 propostas de PSA no Rio de Janeiro

Proprietários e produtores rurais que adotam ações de conservação de floresta nativa serão beneficiados

Após o período de sete meses de inscrição e avaliação de documentos, foram divulgadas as 165 propostas selecionadas por meio do edital de seleção pública do projeto Conexão Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro. O resultado, divulgado no site da Finatec, beneficiará, por meio do mecanismo de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), proprietários e produtores rurais de seis microbacias das regiões hidrográficas do Baixo Paraíba do Sul e Itabapoana e Médio Paraíba do Sul.

 

O projeto, que conta com a parceria e o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, une esforços do Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e dos governos dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro para a recuperação e preservação da Mata Atlântica da bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, principal manancial de abastecimento da região Sudeste do país. “Buscamos promover, com essa parceria, ações que aliam a conservação e a restauração de florestas nativas com a produção rural, inicialmente por meio de mecanismos de PSA de curta duração. A iniciativa propõe fortalecer modelos de negócio que causem impacto positivo para a conservação da natureza”, reforça Renato Atanazio, coordenador de Soluções Baseadas na Natureza da Fundação Grupo Boticário.

Ao todo, serão investidos mais de R$ 1 milhão por ano para o pagamento de produtores e proprietários rurais que adotam ações de conservação de floresta nativa, recuperam áreas degradadas e implementam práticas agrícolas sustentáveis, como os sistemas silvipastoril e agroflorestal. O projeto abrange os municípios de Italva (microbacia Córrego Coleginho/Olho D’água), Cambuci (microbacias Valão Grande, Córrego Caixa D’água/Valão Grande II), Varre-Sai (microbacia Varre-Sai), Porciúncula (microbacia Ouro), Valença e Barra do Piraí (microbacia Rio das Flores).

Um diferencial da iniciativa é que o valor de PSA deverá, necessariamente, ser aplicado pelo beneficiário em melhorias dos sistemas produtivos e da propriedade rural. Por meio do Salto Tecnológico, os proprietários poderão reinvestir os recursos em inovações para a cadeia produtiva, compra de insumos, maquinário e infraestrutura ou, ainda, para a implementação de práticas de conversão produtiva.

Segundo Marie Ikemoto, coordenadora geral do projeto e do Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais pelo Inea, o volume de propostas recebidas foi bastante expressivo neste primeiro edital. “Tivemos grande interesse e uma boa adesão dos produtores. Nosso foco a partir de agora é incentivar e difundir os benefícios da conversão produtiva e promover capacitações voltadas para os sistemas silvipastoril e agroflorestal, de modo a ampliar a adoção dessas práticas. Esperamos, ainda, ampliar as áreas de restauração florestal e conversão produtiva e beneficiar mais produtores nos próximos editais e ações do projeto.” No Rio, o projeto é coordenado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Secretaria de Estado do Ambiente, e também tem o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Pesca, por meio da Superintendência de Desenvolvimento Sustentável.

Neste primeiro edital, o total de áreas de florestas nativas conservadas contratadas será de 1.773 hectares, 18% a mais do previsto até a conclusão do projeto. Entre as propostas aprovadas, somam-se 268 hectares (cerca de 35% da meta) de áreas sob restauração, que já foram implementadas, principalmente, a partir do cumprimento de medidas compensatórias de impacto ambiental. Neste ano, também serão contratados cerca de 42 hectares (2,8% da meta inicial) de práticas de conversão produtivas já implementadas, entre elas os sistemas silvipastoril e agroflorestal.

 

Sobre a Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando mais de 1.500 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais. Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. Também promove ações de mobilização, sensibilização e comunicação inovadoras, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.

 

 



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