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Projeto Mães do Independência promove uma nova realidade para mulheres violentadas na cidade

O projeto prevê a criação de um hub de gastronomia social inovador no bairro do independência para mulheres que sofreram algum tipo de violência

Foto: Divulgação
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Vitor Cesar estagiário

Regido pelo Programa PISTA (Programa Parque de Inovação Social, Tecnológica e Ambiental) e desenvolvido pelo empreendedor Wilson Júnior, o projeto Mães do Independência tem como principal objetivo fornecer um recomeço para mulheres que foram vítimas de violência, e agora, precisam voltar para o mercado de trabalho com novas esperanças. A premissa envolve a criação de um hub de gastronomia social inovador, promovendo um ecossistema vivo e autossustentável.

O hub consiste em colocar o foco na gastronomia. Em um container, aulas serão ministradas para formar por meio de um curso profissionalizante essas mulheres para reinseri-las no mercado. O ambiente de aula terá a presença de placas solares e um biodigestor, capaz de gerar biogás para a cozinha, formando assim, o ecossistema sustentável. “Com a placa solar, biodigestor, dentro de um container, além do impacto visual diferente para identificação do local, o planejamento arquitetônico é mais barato. Mesmo com os ajustes térmicos e sonoros para a adaptação do container, o projeto pode produzir uma educação ambiental como subproduto do hub”, disse Wilson. O empreendedor ainda comenta que “os restos dos alimentos das aulas serão utilizados pelo biodigestor, para a produção de biogás, eliminando assim, a necessidade desse gasto e, ainda conseguimos ensinar sobre sustentabilidade para a galera que estiver engajada”, completou.

Além da iniciativa sustentável, o Mães do Independência contará com uma criptomoeda específica. Aplicando o conceito de “cozinha-escola”, onde produtos alimentícios, produzidos pelas alunas serão comercializados em uma plataforma, podendo ser pago por uma criptomoeda. “Com isso, um pão, que normalmente era R$ 11, seria vendido por R$ 10 pela plataforma. Com o uso da criptomoeda, custaria R$9. Ou seja, além de converter a venda, a economia do local gira e receita é gerada”, comenta Wilson.

As mulheres que participarão desse projeto serão direcionadas por locais especializados em receber e atender mulheres em situação de vulnerabilidade, como a OAB mulher, CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher), Secretaria da Mulher, 26º Batalhão da Polícia Militar, entre outras. Com o direcionamento, essas mulheres terão acesso a um curso profissionalizante. Com ele, essas mulheres que passaram por uma experiência traumática de violência, conseguirão um diploma para ter acesso a um novo mercado e uma nova realidade financeira.

O projeto também contará com apoio de uma creche para que essas mulheres, se tiverem filhos, consigam deixa-los em um ambiente educacional enquanto frequentam as aulas oferecidas.

O projeto tem a previsão regida pelo prazo máximo do Programa PISTA, organizado para ir até dezembro de 2027.

Realidade Virtual

O projeto cumpre a parte tecnológica com a realidade virtual aumentada. Por meio do uso dos óculos especiais, essas alunas podem ter aulas diretamente com professores de outros lugares, sem ter deixar a cozinha em Petrópolis. Com essa proposta, além de acesso a tecnologias diferentes, as mulheres começam a ter contato com outras realidades e se especializar na gastronomia.

Programa PISTA

Lançado em março de 2025, por meio da Diretoria de Tecnologia da FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), o edital “PISTA: Conectando Territórios Inovadores” nasce com o objetivo de apoiar projetos de inovação social e desenvolvimento local nas comunidades da Rocinha, Alemão, Maré, Cidade de Deus e no município de Petrópolis.

Na cidade, 22 projetos participaram do programa. Foram cerca de R$ 4 milhões destinados a projetos de mobilização social como educação ambiental, games, jornal comunitário, reciclagem de materiais, entre outras frentes voltadas para a tecnologia e a sustentabilidade - todos na região do Independência, uma das maiores comunidades da cidade. Além da FAPERJ, o Programa é fruto de parcerias entre a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS), a FAPERJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da ONU, e visa também fomentar um desenvolvimento equilibrado conforme os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da Agenda 2030 da ONU.

Essa é a segunda edição do PISTA, com a primeira acontecendo em 2021.

PNUD

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) que tem por mandato promover o desenvolvimento e erradicar a pobreza no mundo. Ele executa diversos projetos em diferentes áreas. Neles, oferece aos parceiros apoio técnico, operacional e gerencial, por meio de acesso a metodologias, conhecimentos, consultoria especializada e ampla rede de cooperação técnica internacional.

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