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Projeto Virada Climática realiza encontro com Vigilantes da Chuva e IPG

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Demétrio do Carmo - Especial para o Diário

Nesta sexta-feira (13), o projeto Virada Climática, promovido pela UNIFASE, recebe no saguão do prédio principal um bate-papo especial com integrantes do Vigilantes da Chuva, que irão apresentar seus serviços e compartilhar experiências sobre prevenção de desastres climáticos. O encontro contará também com a presença de representantes do Instituto Philippe Guédon - IPG - sendo uma oportunidade para o público conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelo Instituto. O evento acontece à partir das 14h, na Avenida Barão do Rio Branco, 1.003 - Centro.

O projeto acontece em um momento em que os fenômenos climáticos se tornam cada vez mais frequentes e intensos, aumentando a preocupação de moradores de cidades como Petrópolis, que possui alto grau de vulnerabilidade a tragédias socioambientais. Diante desse cenário, iniciativas de adaptação e prevenção são fundamentais para reduzir riscos e evitar vítimas fatais - muitas vezes por meio de soluções simples, desenvolvidas a partir de anos de estudo e dedicação.

Em entrevista à jornalista Teresinha de Jesus ao IPG, o engenheiro agrônomo Rolf Dieringer, membro do Instituto e que participará do encontro, lembra de quando os impactos das mudanças climáticas ainda não eram tão discutidos como hoje em dia. Com o projeto Vigilantes da Chuva, ele tem contribuído para informar a população e difundir conhecimentos práticos que podem salvar vidas.

Dentre os temas que estarão no debate, estão os avanços científico das previsões climáticas.  Rolf destacou que hoje,  com o advento das novas tecnologias, as imagens de satélite são muito perfeitas, captadas de dez em dez minutos, e as imagens do radar são muito bem detalhadas. Existem as imagens sobre previsão de intensidade de chuva, muito mais seguras do que há trinta anos. Só para dar um exemplo, temos oito modelos diferentes, computacionais de previsão e, talvez, mais oito globais nos Estados Unidos, Reino Unido e outros países da Europa. São bastante precisos e conseguem ter um horizonte entre cinco e sete dias e com grau de acerto de oitenta a noventa por cento. Quanto mais rápido, quanto menor o prazo, maior a precisão, disse.

Quanto à frequência, cada vez menor entre os eventos climáticos, ele afirmou que não é uma estatística e sim física pura. Cada grau que aumenta a temperatura do ar, aumenta a evaporação, o que aumenta a quantidade de umidade no ar em 7 por cento. Se tiver temperaturas dois ou 3 graus mais quentes, em determinado dia, você tem praticamente 20 a 30 por cento mais umidade do ar, ou seja, mais 30 por cento de chuva. O grande desafio não é a precisão da meteorologia. O desafio é tornar a cidade mais resiliente a partir de que tipo de chuva, ressaltou.

Rolf destacou que  quanto maior a intensidade, se a chuva for fraca, moderada ou forte, isso vai causar problemas de drenagem, de alagamento, inundação e de transbordamento dos rios.  Já a chuva que causa deslizamentos, é uma chuva que encharca bem o solo, pode demorar 10 ou 12 horas e se ainda houver nesse solo encharcado uma chuva forte, aí temos uma grande quantidade de deslizamentos, completou.

A entrevista completa pode ser acessada pelo site httpsipgpar.org.br 20260312ipg-entrevista-rolf-dieringer

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