Equipamento de alta tecnologia permite observação dos núcleos de chuva com mais nitidez e resolução
Após passar por um período de testes, o radar meteorológico banda x, instalado no Morin, já está em funcionamento. Os dados e imagens gerados pelo equipamento de alta tecnologia já vêm sendo usados pela Defesa Civil desde abril deste ano, auxiliando nas ações de monitoramento.
O equipamento vai permitir que os técnicos da Defesa Civil possam acompanhar a formação dos núcleos de chuva com mais clareza e nitidez, sendo um importante aliado no monitoramento nos períodos de maior ocorrência de chuva.
"O radar é um equipamento de operação complexa, por isso é muito importante esse período de testes e capacitações para quando chegar o período das fortes chuvas, os técnicos da Defesa Civil estejam preparados", reforçou o prefeito Hingo Hammes.
A meteorologista da Defesa Civil, Rafaela Felipe, explica que o diferencial deste radar é a nitidez e resolução dos dados. "Esse radar tem muitas funcionalidades, entre elas identificar a ocorrência de granizos, por exemplo. Por conta da resolução das imagens e dados, conseguimos também identificar a chegada dos núcleos de chuva e para onde estão se deslocando. É importante dizer que o monitoramento é feito não apenas com esse radar, usamos radares do Rio e Niterói, além dos pluviômetros instalados pelo Cemaden. O monitoramento das chuvas é feito por um conjunto de equipamentos e não apenas com o radar instalado no Morin".
Para operar o radar, os técnicos da Defesa Civil, além de um servidor especializado da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), passam por uma série de treinamentos e capacitações. Reuniões mensais também são realizadas com especialistas da empresa fornecedora do radar e do Setor de Tecnologia da Prefeitura.
"Por ser um equipamento complexo, essas capacitações continuam acontecendo. Durante todo esse ano de 2026, nossos técnicos passam por esses treinamentos, que são importantes para a capacitação dos profissionais, que é caso das operações assistidas por um profissional especializado indicado pela empresa fornecedora do radar, e também para identificar possíveis falhas no equipamento", pontuou o secretário de Proteção e Defesa Civil, Guilherme Moraes.
El Nino
A meteorologista da Defesa Civil, Rafaela Felipe, explica que não é possível afirmar como será a atuação do fenômeno El Nino na Região Sudeste. No entanto, historicamente a região é atingida por altas temperaturas.
"O El Nino influencia nas chuvas na Região Sul e Centro-Sul e seca no Norte e Nordeste. O Sudeste fica entre essas duas influências. Não podemos afirmar, ainda, como será aqui na Região Sudeste, mas o que vemos historicamente é a influência na temperatura, com ondas de calor mais frequentes. Mas estamos atentos e acompanhando a evolução do El Nino e sempre que necessário enviaremos avisos e alertas para a população", concluiu Rafaela Felipe.
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