Demétrio do Carmo especial para o Diário
A Câmara Municipal retomou, nessa quinta-feira (4), a sessão que havia sido suspensa na última terça, quando estava sendo votado o texto final do Projeto de Lei 97922025 que dispõe sobre o reajuste de 5,17% no IPTU para o próximo ano. Com oito votos favoráveis a Casa aprovou a matéria que retornou com correções pontuais.
Após a aprovação alguns vereadores se pronunciaram sobre o momento financeiro crítico pelo qual passa o município e cobraram também ações contundentes para aumentar a arrecadação. A questão do Imposto sobre Propriedade rural - ITR, tributo cobrado pelo governo federal, também foi discutido.
Em sua fala, o presidente da casa, vereador Júnior Coruja (PSB), disse que todos sabiam que teríamos um ano difícil em Petrópolis e expôs a necessidade do reajuste neste momento Entendo que ninguém quer pagar mais caro no IPTU e o que temos que fazer agora é fiscalizar e cobrar para que o Executivo entregue melhorias, principalmente dentro das comunidades.
Já a vereadora Júlia Casamasso (Psol) disse que entende que o IPTU é a principal fonte de renda de arrecadação do município e garante pagamento em dia dos servidores e demais despesas da prefeitura, mas cobrou uma atualização da planta genérica de valores. Precisamos garantir, por exemplo, que muitas mansões em Petrópolis que não pagam IPTU passem também a pagar. Isso garante a ampliação da arrecadação e não apenas um aumento para quem já paga o imposto. Precisamos ainda de um cadastro atualizado para novos empreendimentos que surgem a cada ano na cidade, disse.
Consoante com a fala da vereadora, o vereador Junior Paixão (PSDB) reiterou a necessidade de mobilização e citou a questão do ITR. Hoje são vários condomínios de luxo dentro de Petrópolis que pagam o ITR em vez do IPTU o que acaba sendo injusto com os contribuintes. Precisamos ter força e organização para aumentar a arrecadação de forma justa, pontuou.
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