Profissionais da educação reivindicam reajustes salariais e concurso público
Larissa Martins
O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro anunciou que a Rede Estadual de Educação, incluindo em Petrópolis, irá realizar uma paralisação de 24 horas nesta terça-feira (5), com a possibilidade de estado de greve, que será decidido durante uma assembleia geral, às 10h, no Clube de Engenharia, na Avenida Rio Branco, 124, no Centro do Rio de Janeiro. Após a assembleia, a categoria realizará ato público, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), às 14h.
Professores e funcionários reivindicam ao Governo Estadual o pagamento do piso nacional do magistério na carreira da categoria; cumprimento do acordo da recomposição com a ALERJ (perdas de 2017 a 2021), com o pagamento das duas parcelas de reajuste que faltam; reajuste das perdas dos últimos anos: de acordo com o IPCA/IBGE, para devolver o poder de compra de 2014 aos profissionais da Educação estadual seria necessário um reajuste de 56,74%; defesa da aposentadoria, entre outras demandas.
A decisão de paralisação foi tomada durante a paralisação de 24 horas realizada no dia 9 de abril, juntamente da assembleia que contou com a presença de centenas de pessoas.
Logo após, os profissionais de educação realizaram ato público na ALERJ (fotos), onde também estavam concentrados servidores em greve da UERJ e outros segmentos do funcionalismo, para reivindicar as mesmas demandas.
O Sepe produziu uma cartilha, com 12 páginas, para fortalecer a mobilização nas escolas estaduais e a campanha salarial deste ano. A publicação mostra a situação econômica que a categoria atravessa, depois de longos anos sem reajuste, sem o piso e a recomposição.
Com tabelas produzidas pelo Sepe/Dieese, a cartilha compara a situação atual dos vencimentos-base do magistério com outros cenários, como com a reposição salarial acordada na Alerj, com a reposição completa da inflação ou ainda com o piso na carreira.
A cartilha mostra ainda situação de funcionários, com 9 de 12 cargos com vencimento-base abaixo do mínimo, e compara com a reposição da inflação, com a recomposição acordada e ainda como seria com a aplicação do piso de funcionários, em debate no Senado.
Também traz comparação atualizada de quantas cestas básicas do Dieese era possível comprar com o vencimento-base em 2014 e quantas conseguimos comprar hoje.
A publicação está disponível no endereço: https://seperj.org.br/wp-content/uploads/2026/04/boletim_REDEESTADUAL76_ABRIL_redes2.pdf
Posicionamentos
O Diário procurou o Sepe de Petrópolis para uma declaração sobre o assunto, mas não recebeu retorno.
A Seeduc foi questionada pelo Diário, mas não respondeu até o fechamento da edição.
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