Documento foi elaborado pelo Comitê Piabanha
Após o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piabanha entregar um relatório ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apontando problemas nas obras realizadas pelo Programa Limpa Rio em Petrópolis, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) comprometeu-se a aprimorar a fiscalização das empresas contratadas para intervenções no município, minimizando os impactos ambientais colaterais.
Entre os problemas citados no documento está o empilhamento de pedras ‘de qualquer maneira” por máquina, segundo o relatório, na margem do rio da Avenida Barão do Rio Branco. Outras duas situações relatadas foram o acúmulo de resíduos e danos no rio, onde fica o túnel extravasor; e o ‘bota-fora’ localizado próximo ao Rio Santo Antônio, em Itaipava, onde foi identificado um aterro de pneus outros materiais.
Em resposta ao Diário, o Inea esclareceu que, sobre o muro da Avenida Barão do Rio Branco, a intervenção consistiu em uma solução paliativa temporária para evitar deslizamentos, reconhecendo-se a necessidade de uma obra definitiva com método de engenharia tradicional.
“A respeito do desemboque do túnel extravasor, é importante pontuar que a remoção total das pedras do local aumentaria perigosamente a velocidade da água na saída do túnel de concreto, funcionando o material atualmente como um dissipador de energia natural do leito. A readequação definitiva da calha do rio foge ao escopo de limpeza do Limpa Rio, exigindo um projeto de engenharia específico”, explicou.
Já a respeito do bota-fora localizado próximo ao Rio Santo Antônio, a Prefeitura de Petrópolis já está em tratativas com especialistas e com o Inea para implementar obras de contenção na base do talude e recuperar a vegetação, segundo a nota.
“O Inea irá apresentar e executar planos de recomposição de taludes utilizando critérios de engenharia que garantam a estabilidade geológica do local. Por fim, o Inea comprometeu-se a aprimorar a fiscalização das empresas contratadas para intervenções no município, minimizando os impactos ambientais colaterais”, afirmou.
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