O rendimento médio mensal real de todas as fontes da população residente com rendimento no Estado do Rio alcançou R$ 4.039 em 2025, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. As informações foram divulgadas, nesta sexta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2025, no Rio, o rendimento médio de todas as fontes da população residente com rendimento foi de R$ 4.039. Em 2024, esse valor era de R$ 3.626. Já do rendimento médio mensal domiciliar per capita alcançou R$ 2.732, também o maior valor da série. Nesse último indicador, houve crescimento de 7,4%, após expansão de 4,2%, em 2022, 4,6%, em 2023, e 1,1%, em 2024.
Na comparação entre 2024 e 2025, houve no Estado um aumento do rendimento domiciliar per capita para quase todas as classes da distribuição, porém a variação ocorreu com maior intensidade no limite superior da distribuição, sobretudo na classe que compunha o décimo populacional de maior renda, cujo ganho foi de 27,4%, passando de R$ 24,5 mil para R$ 31,2 mil. Por outro lado, considerando os 10% da população de menor rendimento, ele variou 4,8%. Foi de R$ 291 para R$ 305.
Concentração de Renda
Na razão entre o rendimento médio mensal domiciliar per capita entre os 10% que mais recebem e os 40% com menores rendimentos, o Rio de Janeiro ocupa o segundo lugar com os mais ricos recebendo 16,4 vezes mais. A média do Brasil é de 13,8 vezes.
Outro fator que mede a desigualdade é o Índice de Gini do rendimento médio mensal real domiciliar per capita. Esse indicador analisa a concentração de renda e varia de 0 (máxima igualdade) a 1 (máxima desigualdade). Nele, o Estado do Rio ficou com o segundo maior valor 0,543, acima da média do Brasil que foi de 0,511. O primeiro lugar foi do Distrito Federal 0,570.
Programas Sociais
No Rio, a proporção de domicílios com algum beneficiário de programa social do governo, incluindo o Bolsa Família, o BPC-LOAS, além de outros programas sociais dos governos federal, estadual ou municipal, alcançou 17,7% em 2025. Em relação a 2024, quando havia 18,2% de domicílios abrangidos por algum programa social, ocorreu um recuo desse percentual (-0,5 p.p.). A porcentagem apurada em 2025, deixa o Rio de Janeiro na 19ª colocação entre os estados com mais domicílios que recebem programas sociais do governo.
Já rendimento médio mensal per capita estadual de quem não recebe algum programa social foi de R$ 3.211, enquanto de quem recebe foi de R$ 930. Já de quem recebe somente o Bolsa Família foi de R$ 816 e de quem não recebe R$ 3.111.
A pesquisa completa pode ser acessada pelo Sidra no link https://sidra.ibge.gov.br/ .
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