Demétrio do Carmo - Especial para o Diário
No sábado (17), moradores Rua Espírito Santo, no Quitandinha, se reuniram na Escola Governador Marcelo Alencar para discutir os problemas estruturais e sociais do Condomínio Rayane. O local enfrenta um histórico de ocupação precária desde 2001, quando famílias foram instaladas provisoriamente em kitnets, com a promessa de moradias definitivas que nunca se concretizou. O encontro contou com a participação de representantes da Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep), da Defesa Civil, do vereador Domingos Protetor, da APA Petrópolis, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), entre outros órgãos e lideranças.
Durante a reunião, foram destacados diversos problemas que persistem até hoje, como esgoto a céu aberto, abastecimento de água feito por meio de carros-pipa e a existência de aterros irregulares. As situações representam riscos não apenas aos moradores do condomínio, mas também a áreas vizinhas, como o bairro Capela, além de colocarem em alerta instalações da GE Celma.
Outro ponto considerado crítico foi a situação de um muro com rachaduras na Rua Ceará, que apresenta risco iminente de desabamento. A preocupação foi levada à Defesa Civil, e, em conversa com o coronel Guilherme Costa Moraes, foi informado que, por se tratar de uma demanda antiga, a responsabilidade caberia à Secretaria de Obras. Ainda assim, o potencial de colapso da estrutura pode resultar em acidentes graves e até vítimas fatais.
Diante da gravidade do cenário, e seguindo orientação da própria Defesa Civil, foi formalizada sendo solicitada uma vistoria técnica no local, na expectativa de uma resposta mais rápida e de medidas efetivas para garantir a segurança da população.
Até o fechamento da matéria, a Prefeitura de Petrópolis não havia se pronunciado.
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