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Rio registra a 3ª cesta básica mais cara do país em setembro, aponta DIEESE/Conab

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O custo dos alimentos básicos voltou a pressionar fortemente o orçamento das famílias fluminenses no mês de setembro. Segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos - realizada conjuntamente pelo DIEESE e pela Conab -, o valor do conjunto de alimentos essenciais no Rio de Janeiro teve um salto de 7,32% em relação a agosto, atingindo a marca de R$ 913,46.
Com essa aceleração, a capital fluminense se consolida como o terceiro custo de vida alimentar mais alto do país entre as 27 capitais pesquisadas, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 922,51) e Florianópolis (R$ 915,62).
No acumulado do ano (de dezembro de 2025 a setembro de 2026), a cesta no Rio registra uma alta expressiva de 15,33%. Já nos últimos 12 meses, a inflação acumulada do conjunto de produtos atinge 14,29%.

Vilões do Mês:
Hortifrúti com Altas RecordesDos 13 produtos pesquisados no Estado do Rio de Janeiro, 9 apresentaram elevação de preço entre agosto e setembro. Os grandes responsáveis pelo impacto no bolso do consumidor foram os itens de hortifrúti, afetados por condições climáticas desfavoráveis:
Tomate: Disparou 59,45% no mês (com alta acumulada de 128,11% no ano e 63,57% em 12 meses). A maturação mais lenta do fruto, decorrente de baixas temperaturas, reduziu significativamente a oferta no mercado.
Batata: Subiu 46,03% em setembro, acumulando uma expressiva alta de 139,35% em 12 meses, impulsionada pelas chuvas que prejudicaram a colheita.
Além do tomate e da batata, registraram alta em setembro:
Arroz agulhinha: +3,23%   Carne bovina de primeira: +2,43%   Óleo de soja: +2,23%   Pão francês: +2,14%   Feijão preto: +1,95%   Manteiga: +1,84%  Açúcar refinado: +0,57%   Por outro lado, quatro itens registraram recuo nos preços: a banana (-7,67%), a farinha de trigo (-3,03%), o café em pó (-2,31%) e o leite integral (-1,20%).
Vale destacar que o café em pó acumula queda expressiva de 24,50% em 12 meses na capital fluminense, beneficiado pela maior oferta do grão e pela perspectiva de boa safra no país.

Impacto no Salário Mínimo e na Jornada de Trabalho
O aumento substancial nos preços dos alimentos comprometeu ainda mais o poder de compra do trabalhador fluminense.   Comprometimento da Renda: Para adquirir a cesta básica no valor de R$ 913,46, o trabalhador do Rio de Janeiro que recebe o salário mínimo de R$ 1.621,00 teve que comprometer 60,92% de seu rendimento líquido (descontada a alíquota de 7,5% da Previdência Social).
Em agosto, esse percentual era de 56,77%. Horas Trabalhadas: A jornada de trabalho necessária apenas para cobrir os custos da alimentação básica subiu para 123 horas e 58 minutos em setembro - um acréscimo de mais de 8 horas de trabalho em comparação com agosto (115h31m).

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