Vilões do Mês:
Hortifrúti com Altas RecordesDos 13 produtos pesquisados no Estado do Rio de Janeiro, 9 apresentaram elevação de preço entre agosto e setembro. Os grandes responsáveis pelo impacto no bolso do consumidor foram os itens de hortifrúti, afetados por condições climáticas desfavoráveis:
Tomate: Disparou 59,45% no mês (com alta acumulada de 128,11% no ano e 63,57% em 12 meses). A maturação mais lenta do fruto, decorrente de baixas temperaturas, reduziu significativamente a oferta no mercado.
Batata: Subiu 46,03% em setembro, acumulando uma expressiva alta de 139,35% em 12 meses, impulsionada pelas chuvas que prejudicaram a colheita.
Além do tomate e da batata, registraram alta em setembro:
Arroz agulhinha: +3,23% Carne bovina de primeira: +2,43% Óleo de soja: +2,23% Pão francês: +2,14% Feijão preto: +1,95% Manteiga: +1,84% Açúcar refinado: +0,57% Por outro lado, quatro itens registraram recuo nos preços: a banana (-7,67%), a farinha de trigo (-3,03%), o café em pó (-2,31%) e o leite integral (-1,20%).
Vale destacar que o café em pó acumula queda expressiva de 24,50% em 12 meses na capital fluminense, beneficiado pela maior oferta do grão e pela perspectiva de boa safra no país.
Impacto no Salário Mínimo e na Jornada de Trabalho
O aumento substancial nos preços dos alimentos comprometeu ainda mais o poder de compra do trabalhador fluminense. Comprometimento da Renda: Para adquirir a cesta básica no valor de R$ 913,46, o trabalhador do Rio de Janeiro que recebe o salário mínimo de R$ 1.621,00 teve que comprometer 60,92% de seu rendimento líquido (descontada a alíquota de 7,5% da Previdência Social).
Em agosto, esse percentual era de 56,77%. Horas Trabalhadas: A jornada de trabalho necessária apenas para cobrir os custos da alimentação básica subiu para 123 horas e 58 minutos em setembro - um acréscimo de mais de 8 horas de trabalho em comparação com agosto (115h31m).
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