Na igreja que leva o nome do Santo no Independência haverá missas de hora em hora
Darques Júnior - Estagiário
Instituída em 2008, pela Lei Ordinária N° 5.198, o Dia de São Jorge é celebrada por diversas religiões, não apenas no Rio de Janeiro. Além do estado, a data é comemorada em cidades do Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, bem como o santo ser padroeiro da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Etiópia e a região da Catalunha na Espanha.
Em Petrópolis, a Paróquia de São Jorge, localizada no Independência, vem realizando Novenas de São Jorge desde o dia 14 deste mês, além de comunicar, nas redes sociais da paróquia, a Festa de São Jorge, com dez missas de hora em hora ao longo do dia, com início às 6h e finalizando com a procissão, às 18h. Além das missas, haverá barracas durante a festa e o almoço do padroeiro, uma feijoada com direito a refresco, com início marcado para às 11h e término às 15h, no valor de R$ 30 reais. Crianças até 10 anos pagam a metade do valor.
São muitos os nomes a se referirao “Santo Guerreiro”, como Ogum, Orixá (entidades ancestrais africanas cultuados como forças da natureza) do ferro, guerra, agricultura, tecnologia e caminhos, surgindo como resistência dos povos africanos para ter a liberdade de exercer sua fé. A figura da entidade está presente na cultura popular do país, sendo vinculado fortemente a clubes de futebol, como o Corinthians, cujo santo é padroeiro do clube desde 1926, além dos clubes italianos como Gênoa, Sampdoria, Milan e do espanhol Barcelona, que possuem a Cruz de São Jorge presente em seus escudos.
Nascido na Capadócia, região central da Turquia, em 275 d.C., a figura histórica Jorge de Lia, foi um soldado militar que se negou a abandonar sua fé cristã diante do imperador Diocleciano, que levou a sua decapitação em 303 d.C. “Antes da sua decapitação, ele sofreu muitos martírios, muitos sofrimentos”, disse o capelão da Universidade Católica de Petrópolis (UCP), Padre Carlos Silva de Oliveira.
O padre ainda comentou que São Jorge é um santo venerado em diversas igrejas, como a Anglicana, a Igreja Ortodoxa e diversas igrejas orientais ao redor do mundo. “Ele é chamado também o santo megalomártir, um mártir que passou por diversas torturas excruciantes”, disse.
Padre Carlos ainda explicou sobre como a devoção do Santo Guerreiro começou na Idade Média, inspirando as ordens de cavaleiros que buscavam viver com honra e combate ao mal, além de estar entre os 14 santos auxiliares, cuja devoção era comum no período. “A lenda de São Jorge matando o dragão para proteger uma princesa simboliza a proteção dos inocentes e indefesos”.
O padre falou como sua devoção chegou ao Brasil, se expandindo pela Itália e, depois, para a Inglaterra e, finalmente, se tornando o um dos santos protetores de Portugal, junto a figuras como Santo Antônio (o padroeiro das coisas perdidas e dos pobres) e São Teotônio (primeiro santo canonizado de Portugal). No Brasil Colônia e no Império, padre Carlos explicou que a imagem de São Jorge frequentemente precedia as procissões de Corpus Christi, protegendo o Santíssimo Sacramento.
“São Jorge é um santo muito amado pelo povo brasileiro, representando aquele que protege do mal, especialmente os indefesos e os fracos.”
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