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Sete reservatórios e duas galerias: projeto do município para diminuir alagamentos na Cel. Veiga

Proposta já foi pré-selecionada para o PAC Seleções e, se aprovado, prevê investimento de R$ 100 milhões

Foto: Arquivo
Foto: Arquivo

Rômulo Barroso - especial para o Diário

A prefeitura apresentou há 10 dias o projeto submetido ao Governo Federal para incluir obras de macrodrenagem do Rio Quitandinha no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Seleções. O objetivo é investir R$ 100 milhões de recursos federais para construção de sete reservatórios e de duas galerias que terão objetivo de minimizar um problema crônico e recorrente na cidade: os alagamentos da Rua Coronel Veiga em dias de chuva. Segundo a prefeitura, o projeto já foi pré-selecionado e a expectativa é que seja aprovado em definitivo agora em maio - caso isso ocorra, as obras poderiam começar em cerca de um ano. A proposta apresentada ao Governo Federal foi disponibilizada no site da prefeitura.

De acordo com o projeto, a bacia do Rio Quitandinha tem uma área de 14,74 km² (englobando também uma parte da bacia do Rio Palatino). São pelo menos cinco pontos onde os problemas e os alagamentos são mais constantes: Ponte Fones, dois pontos da Cel. Veiga, Duas Pontes e Washington Luiz.

Na descrição do projeto, a prefeitura destaca que as inundações recorrentes nesses locais provocam tanto dificuldades imediatas durante a ocorrência da chuva "Prejuízo da circulação viária ao longo das principais artérias de ligação do bairro Quitandinha (acesso principal da cidade) ao Centro Histórico de Petrópolis"; "Consequência de interrupção do trânsito entre os bairros que integram a Bacia do Rio Quitandinha a estas principais artérias viárias"; "A interrupção da circulação impede a circulação de viaturas dos bombeiros para operações de resgate e transporte de feridos às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)" quanto pode perdurar a longo prazo "O transbordamento da calha do Rio Quitandinha provoca o colapso das estruturas de arrimo das margens do rio, por conta do efeito de rebaixamento rápido"; "Prejuízos ao comércio e aos moradores que ficam impedidos de acessar suas moradias".

Onde ficarão os reservatórios

A ideia é construir sete reservatórios de amortecimento, com capacidades que variam de três a seis milhões de litros cada um deles. Esses reservatórios receberão o excedente de água em dias de chuva, ou seja, vai reter a água que ficar acima da capacidade do rio. Eles ficariam espalhados em diversos pontos ao longo da bacia do Rio Quitandinha.

Dois deles estão previstos para a região próxima ao Palácio Quitandinha (Hotel Quitandinha): um deles na praça que fica no encontro da Av. Getúlio Vargas e Av. Joaquim Rolla e outro no encontro das ruas Amaral Peixoto e Getúlio Vargas.

Outros três ficarão em córregos ou canais que ficam ao longo da bacia do Quitandinha. O primeiro seria no estacionamento do Parque Cremerie, posicionado em linha com o Rio Moss, que é afluente na margem direita e recebe água em dias de chuva dos bairros Independência, Taquara e Mauá. O segundo ficaria na Rua General Rondon, em frente à sede da Comdep, captando a vazão do rio Velho da Silva, que recebe águas pluviais do bairro Dr. Thouzet. O último é previsto para ser construído na Rua Olavo Bilac, escoando a água do Rio Siméria. Esse rio recebe a água de chuva do bairro Siméria e também contribui para encher o Rio Saturnino, que por sua vez, deságua no Rio Quitandinha na região da Ponte Fones.

Os últimos dois reservatórios ficariam em pontos do Valparaíso: um no entroncamento entre as ruas Angélica Lopes de Castro e Dr. Eugênio Barcellos e outro no largo da Rua Marquês do Paraná.

Galerias

Além disso, também estão previstas a "alteração na geometria de algumas pontes existentes na intenção de melhorar a seção útil do Rio Quitandinha, consequentemente a sua vazão" e a construção de galerias suplementares em dois pontos mais críticos para alagamentos em dias de chuva: uma delas no trecho entre os números 1.520 e 1.130 (que abrange diversas concessionárias de veículos e o BNH Cel. Veiga), e outra no trecho entre os números 888 e 687 (entre outra concessionária e um posto de combustíveis).

De acordo com o projeto, esses dois pontos apresentam baixa declividade e estreitamento da calha do rio e, neles, serão feitas galerias simples "na pista principal da R. Coronel Veiga, margeando o Rio Quitandinha, contemplando um total de aproximadamente 600m de extensão para suprir as necessidades de escoamento do local".

PAC Seleções

Um dos eixos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento é o de "Cidades Sustentáveis e Resilientes", que prevê, entre outros investimentos, aplicar R$ 14,9 bilhões em todo país para obras de prevenção a desastres naturais, ou seja, obras de contenção e drenagem.

O Ministério da Casa Civil prevê a retomada de obras antigas (Petrópolis tem tanto contenção de encostas em áreas de riscos quanto drenagem dos rios Cuiabá, Santo Antônio e Carvão entre as intervenções previstas para voltar a serem realizadas, de acordo a pasta) quando a seleção de novos serviços, que ainda não foram divulgados.

No caso das novas obras drenagem, a previsão do Ministério é investir R$ 4,8 bilhões (entre recursos do orçamento federal e também através de financiamento FGTS) para "melhoria da infraestrutura de drenagem urbana, visando a redução do risco de alagamentos, enchentes e inundações urbanas e ribeirinhas em municípios críticos". Pelo menos 961 municípios considerados "críticos com recorrência de enxurradas ou inundações e mais de 500 pessoas em área de risco" podem captar recursos nessa modalidade Petrópolis é uma deles, já que integra essa lista desde 2012, quando foi incluído pelo Departamento de Recursos Minerais (DRM).

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