A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem um convite especial para professores do Ensino Fundamental 2 da rede pública de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. De 4 de maio a 1º de junho, eles podem se inscrever na chamada pública da primeira oficina de formação “Agentes SUS nas Escolas”. E, assim, integrarem uma iniciativa que busca a diversão para estimular a consciência, entre adolescentes, de que saúde é muito mais do que ausência de doenças é um direito e uma construção coletiva.
SUS nas Escolas é um projeto que vai distribuir kits com livros, videoteca portátil e jogos offline (de cartas e de tabuleiro) para a rede pública de diferentes regiões do Brasil. O material foi criado para incentivar, de forma lúdica, o interesse de crianças e jovens por temas da saúde coletiva e da ciência. Para ampliar as possibilidades de uso, o projeto prevê a formação continuada de professores das escolas participantes. Os docentes vão ganhar o certificado de Agentes SUS nas Escolas; e as unidades de ensino podem conquistar o selo SUS nas Escolas, reconhecimento de seu compromisso com a educação emancipatória e engajada na transformação do futuro.
Valorização dos professores
A primeira fase do projeto prevê a formação de cerca de 400 docentes, com a distribuição de 1 mil kits pedagógicos em ao menos 10 municípios. Dentro do kit há, por exemplo, o livro “Histórias para inspirar futuras cientistas”, que narra a trajetória de 13 cientistas mulheres que deram contribuições extraordinárias à ciência nacional.
Já o jogo “Imune” é um baralho educativo que ensina virologia, prevenção e transmissão de doenças de forma descontraída. O kit também conta com uma videoteca portátil um pen drive com vídeos selecionados da Fioflix, acervo audiovisual da Fiocruz. Nele estão animações e documentários que podem incentivar debates e atividades sobre temas como doenças negligenciadas, agroecologia, transformações da saúde pública e o próprio fazer científico. “Nossa proposta é que o kit SUS nas Escolas integre o acervo da comunidade escolar como um todo, não só dos professores”, explica a bióloga e educadora Mel Bonfim, coordenadora do projeto. “Mas entendemos que, para potencializar seu uso de forma criativa no ambiente escolar, é fundamental contar com a participação ativa dos professores. Assim nasce a formação dos “Agentes SUS nas Escolas” da consciência de que é preciso valorizar e apoiar os professores, oferecendo instrumentos para que eles próprios identifiquem como abordar a ideia de saúde ampliada em seus territórios.”
Primeira formação em Petrópolis
A primeira oficina SUS nas Escolas acontece no dia 20 de junho, em Petrópolis (RJ), numa parceria com o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (Unifase). É destinada exclusivamente a professores do Ensino Fundamental 2, da Rede Pública de Educação. As inscrições devem ser feitas de 4 de maio a 1º de junho. Podem participar professores de quaisquer disciplinas serão selecionados até quatro deles por escola.
A prioridade é de unidades que atendam a áreas vulneráveis, e de professores que tenham experiência prévia com atividades lúdicas e interdisciplinaridade. Detalhes, critérios e o cronograma completo podem ser acessados em icict.fiocruz.brsus-nas-escolas.
Quando 4 a 1º de junho de 2026
Quem pode se candidatar professores e professoras que lecionem em escolas públicas no município de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Critérios Serão selecionados até 4 professores por escola; é preciso anuência da direção escolar.
A chamada pública detalhada está disponível em www.icict.fiocruz.brsus-nasescolas. Instagram @sus.nas.escolas
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