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Terminal Centro sofre com espaços ociosos e problemas estruturais

Foto: Demétrio do Carmo
Foto: Demétrio do Carmo

Demétrio do Carmo - Especial para o Diário

Quem circula pelo Terminal Rodoviário do Centro se depara com um cenário melancólico  quatro boxes e duas lojas de maior porte estão fechados e sem uso há cerca de sete anos. No passado, os espaços abrigavam principalmente lanchonetes, que contribuíam para a movimentação do local. Além da ociosidade de áreas que poderiam gerar empregos e renda para o município, o fechamento das lojas reforça o aspecto lúgubre do terminal. A situação é agravada por problemas estruturais, como goteiras e infiltrações, que se intensificam durante o período chuvoso.

Outro impacto direto é financeiro. Sem a realização de licitações para a ocupação dos pontos comerciais, a administração municipal deixa de arrecadar recursos que poderiam ser reinvestidos em melhorias no próprio terminal.

Usuário frequente do espaço, o rodoviário Paulo Roberto, de 55 anos, recorda-se do período em que o terminal contava com diversas lanchonetes, além de pipoqueiro e quiosque de sorvetes. “O espaço era bem melhor aproveitado e não faltavam opções para quem aguardava o ônibus, nem movimento para os comerciantes”, afirmou. Segundo ele, a presença dos estabelecimentos também aumentava a sensação de segurança. “À noite havia mais circulação de pessoas, o que deixava o local mais movimentado”, relembrou.

Principal terminal da cidade, o Terminal Centro recebe diariamente cerca de 40 mil pessoas e concentra aproximadamente 80 linhas de ônibus. O local conta atualmente com alguns comércios, como bar e padaria e também abriga o restaurante popular, a Casa do Trabalhador e os guichês das empresas de transporte.

Em nota, a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) informou que o processo de licitação das lojas do terminal já está em andamento e permitirá, em breve, a reocupação dos espaços, contribuindo para a melhoria do convívio social e da dinâmica do terminal.

Sobre as goteiras identificadas na estrutura do terminal, especialmente na lateral do espaço, a CPTrans esclarece que a situação está sendo acompanhada pela equipe técnica da companhia. No momento, estão em andamento avaliações para definir a melhor solução técnica para a recuperação da estrutura do telhado, considerando a complexidade da cobertura e a necessidade de garantir um reparo definitivo e seguro. Assim que os estudos forem concluídos, a intervenção será programada.

A Cptrans disse também que tem realizado uma série de ações contínuas de manutenção, qualificação e melhoria no Terminal Rodoviário Imperatriz Leopoldina, no Centro, com foco em garantir mais conforto, segurança e acessibilidade aos usuários do transporte público.

A companhia listou ainda as intervenções realizadas no último ano o terminal passou por importantes melhorias, entre elas Reorganização das equipes de limpeza, com aumento da frequência de higienização, reforçada por profissionais incorporados por meio do último concurso público; Pintura geral do terminal; Reinstalação do piso tátil, ampliando a acessibilidade para pessoas com deficiência visual; Readequação e substituição de bancos; Pequenas reformas em banheiros e no fraldário; Reforço na segurança, com a atuação dos agentes do programa Segurança Presente e a presença contínua do ônibus da Guarda Civil Municipal (GCM), além da disponibilização de uma sala para monitoramento das câmeras de segurança do terminal; Implantação do serviço gratuito de empréstimo de guarda-chuvas por até 24 horas; Reativação do serviço de wi-fi gratuito.

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