Unidade de Petrópolis permanece em estado de greve, mas atividades seguem normais
Larissa Martins
O estado de greve dos trabalhadores dos Correios de Petrópolis e do estado foi mantido e o indicativo de greve unificado foi decidido para 10 de setembro, durante assembleia realizada na terça-feira (25), no Clube Municipal da Tijuca, Rio de Janeiro.
A categoria rejeitou a proposta dos Correios de reajuste salarial de 0,87%, considerada insuficiente. Também são cobradas soluções para os problemas do plano de saúde e para outras questões do Acordo Coletivo de Trabalho.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro (SINTECT-RJ), os profissionais enfrentam falta de pessoal, condições precárias de trabalho, problemas no plano de saúde, reestruturação, roteirização e aumento da sobrecarga.
Para o presidente do SINTECT-RJ, Marcos Sant’aguida, a assembleia mostrou a disposição da categoria.
“O trabalhador está indignado e preparado para lutar. Esse 0,87% não atende às nossas necessidades. Vamos continuar mobilizados e cobrando uma solução. Se não houver avanço, estaremos no dia 10 de setembro, junto aos 36 sindicatos, para construir uma grande greve nacional”, declarou.
Vale ressaltar que o serviço de entrega de encomendas e correspondências permanece sendo realizado normalmente em Petrópolis, até o momento.
Audiência publica debate fechamento das agências
Além das questões salariais, o fechamento das agências também tem dado o que falar. Na última semana, foi realizada uma audiência pública, na Câmara Municipal de Petrópolis, para discutir a preservação do patrimônio histórico e a permanência dos Correios em Petrópolis.
Entre os temas apresentados pelo sindicato esteve a preocupação com o fechamento e a possibilidade de venda do imóvel histórico dos Correios localizado no Centro. Durante o debate, o SINTECT-RJ destacou que a discussão não envolve apenas o destino de um prédio. O imóvel integra a memória de Petrópolis e representa a presença histórica dos Correios no município. Para o sindicato, qualquer decisão sobre esse patrimônio precisa considerar seu valor histórico e sua importância para a população.
O diretor da Região Serrana, Leônidas, ressaltou que a mobilização precisa envolver também os moradores de Petrópolis. “Os Correios fazem parte da história da Região Serrana e estão presentes na vida da população. Defender essa unidade e esse patrimônio é uma luta que não pode ficar restrita aos trabalhadores. É preciso que a sociedade conheça a situação e participe desse debate”, destacou.
Em último contato com o Diário, os Correios haviam informado que o imóvel histórico permanecia em fase de instrução para eventual alienação, ou seja, está passando por um levantamento de dados, avaliações e estudos técnicos para preparar a possível venda da propriedade.
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