*Com informações da CNN
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o tom contra o Irã ao anunciar uma nova ofensiva militar no contexto do conflito que já dura cinco semanas e envolve forças americanas e israelenses. Em declarações recentes, o republicano indicou que os próximos ataques devem ocorrer na noite de terça-feira (7), com início previsto para 20h em Washington (21h em Brasília), e afirmou que a ação poderá causar destruição em larga escala à infraestrutura iraniana.
Segundo Trump, alvos estratégicos como pontes e usinas de energia estariam na lista de ataques, com a promessa de uma operação rápida e de grande impacto. “Podemos destruir o Irã em um dia”, declarou, ao reforçar a pressão para que o país aceite um acordo nos termos propostos por Washington.
Entre as exigências apresentadas pelo governo americano está a garantia de livre circulação de petróleo pelo Estreito de Ormuz, ponto vital para o comércio global de energia. A medida é vista como central nas negociações defendidas pela Casa Branca.
Do lado iraniano, a resposta tem ocorrido por meio de ataques a alvos na região do Oriente Médio. Países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã registraram ações atribuídas a Teerã, que afirma mirar apenas interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel.
O conflito já deixou um elevado número de vítimas. De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos EUA, mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra. Já o governo americano contabiliza ao menos 13 militares mortos em decorrência direta de ataques iranianos.
A escalada também atingiu o Líbano. O grupo Hezbollah, aliado do Irã, lançou ofensivas contra Israel após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Em resposta, o governo israelense intensificou bombardeios contra posições que atribui ao Hezbollah em território libanês. Desde então, centenas de pessoas morreram no país vizinho, ampliando o alcance e a gravidade da crise na região.
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