Joaquim Eloy dos Santos
Acadêmico das Academias Fluminense e Petropolitana de Letras
Estamos no dia histórico de mais um ano do aniversário de Petrópolis, a nossa sempre querida Cidade Imperial.
Louvores. Lembranças. Momentos de reflexão e estudo, diante de nossa eleita missão de manter sempre viva a cidade de tanta história.
Tal compromisso, nunca passa esquecido na memória da evolução do mínimo povoado eleito pelo imperador D. Pedro II seu refúgio de verão, porque está ai, sempre presente, a lembrança da data pelo Diário de Petrópolis que, magnificamente ilumina cada coração dos residentes e visitantes, estes sequiosos por respirar a integral beleza e o encantamento que borda de felicidade os sorrisos e elogios, as interjeições ruidosas, cada compasso de alegria dos corações sensíveis.
Ah! Nossa Petrópolis é conhecida em todo o planeta, um recanto de beleza, repouso, eleição de vida. Cada turista percorrendo nosso Centro Histórico e arredores objetiva a satisfação de estar caminhando e admirando uma maravilha da criação celeste, sob criativa sensibilidade de nossa população que procura receber visitantes de todos os quadrantes com alegria e respeito, muitos aproveitando a vocação artesanal para encantar a todos com bela criatividade de lembranças significativas de heranças culturais desde a epopeia da ocupação das terras por germânicos, seguidos por grupos de muitas nacionalidades.
O tempo passando, tudo se transformando em celeridade tecnológica espantosa, reescrevendo as expectativas de Júlio Frederico Koeler; a natureza, agredida em seus traçados primevos; a fisionomia da mágica vegetação de Mata Atlântica esmagada e empedrada nas massas de concreto; o débil e inconsequente, por vezes engendrado nos porões da fragilidade da inteligência mais simples e objetiva existente na cachola de carência absoluta de mínimo raciocínio do múnus político, despersonaliza e agride nossa herança histórica, no conjunto necessário para a manutenção da vocação do turismo histórico...
Ah! Se tudo desmorona pela vontade política insensível, nessa confusão nacional, que confunde e abre tortuosos caminhos ao futuro, Petrópolis vive, sobrevive, malha em ferro frio, exibindo e explorando seus bens turísticos heroicamente pelo trabalho de nossa população graças aos segmentos da cultura e do turismo que seguram e promovem o melhor que podem minimizando o descalabro que a tudo reduz em cinzas e nebulosidades.
Pois, então, enquanto, do lado de cima, estuda-se o final de organismos de proteção, apoio e difusão cultural em agressão ao tombamento sério, necessário e sinônimo de vida e sobrevivência, Petrópolis repete erros, omissões, pecados vindos da seara política, permanente assassina da lendária galinha dos ovos de ouro...
Ah! porém o momento é de festa por Petrópolis, que resiste, que abriga em seu território bens culturais esplendorosos e únicos, que oferece ao turista e ao orgulho de nosso povo, o Museu Imperial, a imponente neogótica Catedral com sua Capela Imperial, o Chalé mimoso e significativo do “Pai da aviação”, o Palácio de Cristal, as avenidas Koeler e Barão do Rio Branco, os casarões, os sobradinhos, o obelisco dos colonos, o monumento aos expedicionários da FEB e outros de afetiva e imortal homenagem de perpetuo reconhecimento e veneração, a sua natureza florida, as entidades que defendem com seriedade este imortal patrimônio, sem dúvida alguma, significante da sobrevivência da ainda magnífica Cidade Imperial de Petrópolis.
Aceita, minha Petrópolis, meu amoroso cumprimento, em mais um aniversário de sua fundação, extensivo a todos que defendem, pelo trabalho com amor e responsabilidade, a encantadora cidade das hortênsias.
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