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Valor de produção do café em grão chega a R$ 800 milhões e assume a liderança no estado do Rio

Teresópolis, Nova Friburgo, São José do Vale do Rio Preto se destacam no país com os valores de produção dos novos produtos inseridos na pesquisa

Foto: Reprodução
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Em 2025, o valor de produção do estado do Rio de Janeiro nas culturas das lavouras permanentes e temporárias atingiu R$ 3,9 bilhões. Desse total, R$ 800 milhões vieram do café em grão, que possui o maior valor de produção entre as culturas. O acréscimo é reflexo do incremento na produção, do aumento dos preços de algumas culturas e da inclusão de novos produtos no levantamento. Em 2024, a estimativa foi de R$ 2,4 bilhões. Pesquisada pela primeira vez, a alface aparece com o quinto maior valor de produção no estado. As informações estão na pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (17).

Dentre todas as culturas agrícolas do estado, o café em grão assumiu a liderança em termos de valor gerado com R$ 800 milhões, um aumento significativo já que em 2024, ele estava em segundo lugar com R$ 382 milhões. Desse total, R$ 796 milhões são do café arábica em grão e R$ 4 milhões do café canephora em grão. Uma das explicações é que o café produzido no Rio pode alcançar um preço mais alto para o produtor, devido, principalmente, à combinação de qualidade, pequena escala de produção e características da cafeicultura fluminense.

Aparecem ainda entres os quatro produtos com os maiores valores de produção o tomate (R$ 452 milhões), a cana-de-açúcar (R$ 436 milhões) e o abacaxi (R$ 341 milhões). Em 2024, eles apresentaram, respectivamente, os seguintes valores de produção: R$ 460 milhões, R$ 321 milhões e R$ 283 milhões.

Em quantidade produzida no Rio de Janeiro, as principais culturas são cana-de-açúcar, mandioca, abacaxi, alface e tomate. Já a área plantada no estado, considerando todas as culturas levantadas na PAM 2025, totalizou 130,3 mil hectares, o que representou uma ampliação de 22,8 mil hectares em relação ao ano anterior.

Novas culturas dão destaque nacional para cidades fluminenses

O valor de produção de R$ 136 milhões na alface deixou Teresópolis com o terceiro melhor resultado no Brasil para essa cultura, atrás apenas de Piedade (SP) e São Paulo (SP). No Rio de Janeiro, o item foi o quinto produto em valor de produção com R$ 279 milhões. Enquanto isso, Nova Friburgo, também na Região Serrana, tem o quarto melhor valor de produção do morango no Brasil com R$ 221 milhões.

No cultivo do chuchu, o destaque ficou com São José do Vale do Rio Preto, com um valor de produção que chegou a R$ 37 milhões, terceiro no país. Cachoeiras de Macacu ficou em segundo lugar entre todas as cidades brasileiras que produzem milho verde, com valor da produção de R$ 58 milhões.

Os novos produtos incluídos no levantamento a partir desta edição são: abóbora, pimentão, alface, milho verde, chuchu, repolho, inhame, gergelim, canola, cenoura, acerola, cupuaçu e graviola. A pimenta-do-reino já estava entre os produtos da PAM, mas o Rio de Janeiro passou a divulgar dados sobre este cultivo em 2025.

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