Para o vereador, a cidade não está quebrada e tem muitas saídas possíveis para a dificuldade financeira atual
Vitor Cesar estagiário
Na tarde dessa segunda-feira (9), o vereador Thiago Damaceno visitou o Diário de Petrópolis. Thiago entregou um convite para a Sessão Solene comemorativa do 183° Aniversário de Fundação Município. No evento, serão entregues os Títulos e Honrarias para o Jornal, concedidos pelo Legislativo no ano de 2025. Aproveitando a visita, o vereador comentou a situação da cidade e fez uma projeção do futuro para Petrópolis.
O vereador analisou as contas da cidade, comentou sobre o que faz o município ter pouco dinheiro em caixa e defendeu que Petrópolis não está quebrada. “Na minha análise, a cidade tem um problema nos últimos dois anos, de uma receita muito menor do que uma despesa mensal da cidade. Não cravo que está quebrado (o município), porque existem saídas por conta do potencial de novas receitas da cidade. Nosso endividamento é razoável para um município desse tamanho, com isso, a possibilidade de ter crédito ainda é interessante. Com mudanças mais diretas na gestão, podemos melhorar a situação de Petrópolis. O jeito é tentar achar dinheiro por emendas, na política, e enxugar despesas a curto prazo”, analisou.
No dia 25 de fevereiro deste ano, a Câmara Municipal de Petrópolis realizou a apresentação do 3º Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior de 2025, referente ao período de setembro a dezembro. Além de outros dados, a entidade pública mostrou um excesso de receita pública de cerca de 400 milhões de reais. Thiago comentou que esse número não condiz com a realidade. “Na apresentação do quadrimestre, na minha análise, os dados não condizem com a realidade. Foi apresentado um excesso de receita de 400 milhões de reais, mas com aumento de precatório. Ou seja, além de analisar os dados, temos que entender que eles talvez criem uma certa ilusão”, considerou.
Ainda segundo o vereador, Petrópolis precisa de algumas coisas para se ajustar e apresentou maneiras de melhorar a situação fiscal. “Temos muitos instrumentos possíveis para criação de receita, mesmo sabendo que não é fácil. Talvez, poderíamos explorar a parceria público-privada, uma prática tão disseminada pelo país e que ainda não exploramos. A cidade ainda tem condição de se ajustar, mas, só poderá fazer isso com medidas duras que precisam ser tomadas. Hoje há um descompasso entre gastos e receita, e isso, tem que ser trabalhado. Eu imagino que a gestão atual, a curto prazo, tenha que aumentar a receita própria. A apresentação mostrou uma diminuição de 8 milhões de reais na arrecadação de dívida ativa, isso interfere na receita. A gestão ainda precisa cortar custos, que mesmo sendo antipopular, é necessário em momentos como esse”, concluiu.
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