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  Colunistas
Vida Militar
... e outros assuntos

 Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos
amirp.petropolis@gmail.com

 

 
ANIVERSARIANTES AMIRP – Dia 2 -  Arnaldo Clemente Filho; dia 3 -  Olga Maia Pittzer; dia 4 - Bianca Martins Esteves,  Sonia Maria Souza da Silva,  Crenilda Gonçalves Ribeiro; dia 6 - Fernando Stockler; dia 7 - Elaine Kronemberger Caetano ,  Altino de Almeida Alves de Oliveira.  A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades. (foto 2 - aniversariantes amirp)

 

 DITO POPULAR –
“Encher o Bucho” - Expressão mais comuns em Minas, eram usadas tanto pelos escravos quanto por seus exploradores, evidentemente que com outra conotação da que se usa hoje. Atualmente significando estar bem alimentado, de barriga cheia, na época significavam a obrigação que os escravos que trabalhavam nas minas de ouro possuíam de preencher com ouro um buraco na parede, conhecido como “bucho”, para só então receber sua tigela de comida. (foto 3 – dito popularar

 
 

 

 QUANDO UMA AERONAVE P-3AM ORION DA FAB “ENFRENTOU” UM SUBMARINO NUCLEAR (Poder Naval, 17 de janeiro de 2021, Alexandre Galante) - Imagine buscar um inimigo invisível em uma área de 2 mil quilômetros quadrados (equivalente a mais de 242 mil gramados do Maracanã) no meio do Oceano Atlântico. Foi esse o desafio encarado pelas tripulações do Esquadrão Orungan em um treinamento a bordo dos seus aviões P-3AM ORION realizado em julho de 2014. E não era um alvo qualquer: com pouco mais de um ano de uso, o HMS Ambush era o submarino nuclear mais moderno do Reino Unido. Movido por um reator nuclear é capaz de dar uma volta ao mundo submerso.

Esteve na costa da Bahia para treinar com as tripulações da Força Aérea Brasileira (FAB).  O combate entre um avião e um submarino é um jogo de “gato e rato”. Sem poder ver abaixo da superfície, a tripulação da aeronave usa a tecnologia. De pequenas aberturas na parte inferior da fuselagem do P-3AM, “sonobóias” são lançadas diretamente na água.  Passando a emitir ondas sonoras e recebendo de volta todos os ecos provenientes dos obstáculos encontrados desde o leito oceânico, baleias ...e alvos. Outras sonobóias, denominadas  passivas, captam  ruídos emitidos por barulhos de hélices e motores de submarinos. Os dados de até dezenas de sonobóias são enviados em tempo real para computadores e os tripulantes tentam identificar, entre tantos ruídos, aqueles que possam ser indícios de um submersível.  O submarino se mantêm em máximo silêncio e busca se afastar para uma área longe da aeronave. Porém a tática não deu certo para o HMS Ambush. Com os dados das sonobóias indicando a área onde estaria o alvo, o P-3AM partiu para a segunda parte da missão: a localização exata do submarino. Para isso é utilizado um Detector de Anomalias Magnéticas localizado na cauda da aeronave. Com esse sensor, o avião voando baixo consegue detectar a presença de uma grande massa metálica na água.  No combate entre o P-3AM da FAB e o HMS Ambush, todas essas etapas foram cumpridas. Foram cinco horas de busca até confirmar a localização do submarino. O treinamento foi motivo de comemoração no Esquadrão Orungan. Que demonstrou sua plena capacidade de localizar submarinos. (foto  - Força Aérea)  (foto  -  P 3AM Orion)

 QUO VADIS CORONA? (AONDE VAIS CORONA?) (Cel. Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos) –  Segundo as autoridades estaduais e municipais, o vírus frequenta praias, “shoppings”, armarinhos, sapatarias, lojas de vestuários, teatros, cinemas, escolas. Daí, dizem a necessidade do confinamento (lockdown). Todavia, lojas de ferragens, supermercados, quitandas, hortifruits, farmácias , metrô , ônibus, trens, de acordo com aquelas mesmas autoridades, essas atividades não necessitam serem isoladas. Possivelmente, devam estar fora da preferência viral.

Os cientistas estudam o vírus, seu comportamento, mutações e graus de agressividade, pois alguns infectados não apresentam sintomas, outros têm sintomas leves e outros sofrem seu ataque letal. Ao início da pandemia os idosos, por serem organismos mais vulneráveis, foram os mais atingidos e classificados como grupo de risco. Talvez, por essa razão, erroneamente, muitos foram induzidos a crerem que os mais jovens não seriam afetados, ledo engano! Uma epidemia somente regride quando uma grande parte da população adquire anticorpos. Isso ocorre pela vacinação e pela circulação do vírus. Este último fator é o responsável pelo aumento do número de contaminações. Voltando ao passado, há cerca de dois anos, o vírus viajou da China para Europa. Somente quando desembarcou no velho continente, principiando pela Itália, viemos a saber da sua letalidade, pois, naquela época, até os médicos chegaram a comentar que seria uma “gripezinha”. Mas paradoxos ocorrem, porque também naquela mesma época, diariamente, ouvíamos e víamos notícias de centenas de imigrantes ilegais singrando o Mar Mediterrâneo, da África para Europa, em embarcações diversas, enquanto as fronteiras terrestres da Grécia, Áustria, Hungria e outros países europeus eram pressionadas por ondas imigratórias clandestinas provenientes do Oriente Médio. A França foi notícia ao serem exibidas as condições de miséria reinante nos acampamentos daqueles imigrantes. Na Alemanha e em outras regiões europeias ocorreram conflitos xenófobos. Talvez pelas misericórdias de divindades que desconheço, esse universo de carentes tenha sido poupado do ataque do corona, ou, quem sabe? O esnobismo do  corona os poupou, pois parece ele tem preferência pela burguesia. Por aqui, o número de mortes, em um sádico, macabro e aterrorizante noticiário é relatado com ênfase, quando deveria ser valorizado e divulgado com alegria o número de curados. Outrossim, nada é dito sobre o desmantelamento dos alegóricos hospitais de campanha e o destino dos equipamentos que os mobiliavam (respiradores, aparelhos, leitos, etc.). Seriam hospitais cenários? O corona liquidou a dengue, a zica, a chikungunya, os enfartos, etc. Sobre o que ocorre na África, Ásia, países pobres da Europa e da América Latina a mídia silencia. Não existe certeza quanto a eficácia do “lockdown” (confinamento). O corona não baterá nas portas nem tocará as campainhas das residências. Temos visto o êxito dos princípios básicos de higiene: usar máscara, lavar as mãos, álcool gel, não levar as mãos aos olhos nariz e boca, evitar proximidades. Estes hábitos têm sido eficazes para proteção daqueles que os praticam. Façamos isso durante esse tempo em que a vacinação é incrementada e a ciência estuda o vírus para o desenvolvimento de medicamentos e imunizantes que o vençam. Nesse ínterim, só nos resta perguntar: “quo vadis corona”?  (foto  – corona)

“A grande arte é mudar durante a batalha. Ai do general que vai para o combate com um esquema.” (Napoleão Bonaparte)

 



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