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Violência contra mulher: fisioterapeuta é morta a facadas

Companheiro foi preso em flagrante

Violência contra mulher: fisioterapeuta é morta a facadas
Foto: Reprodução / Dra. Priscila Andrade / Facebook

Darques Júnior - estagiário

A fisioterapeuta Priscila de Andrade Nunes Haubrich, de 41 anos, foi morta a facadas na Estrada do Bonfim, em Corrêas, na noite da última segunda-feira (27). O suspeito é o companheiro, um homem de 37 anos, que, após tentar fugir do local, foi encontrado por agentes do 26º Batalhão da Polícia Militar de Petrópolis, coberto de sangue e com ferimentos nas mãos. O suspeito, que já tem uma condenação por estupro e responde por lesão corporal contra a mulher, após receber atendimento médico, foi conduzido à 106ª Delegacia de Polícia, onde foi autuado e preso em flagrante pelo crime de feminicídio, permanecendo à disposição da Justiça.

Em seu depoimento, o suspeito teria informado aos policiais que o casal, na presença do filho de três anos, havia ingerido bebidas alcoólicas. Após deixar a criança com os familiares, já no carro, teria se iniciado uma discussão e, segundo o acusado, a vítima o teria ameaçado com uma faca, que ele tomou e usou para desferir diversos golpes.

O caso reflete uma realidade cruel para as mulheres do município. Somente no ano passado, o Instituto de Segurança Pública (ISP) registrou cinco tentativas de feminicídio, quatro tentativas de homicídio e um feminicídio consumado em Petrópolis, números que se mantiveram praticamente os mesmos em 2024.

Outro dado preocupante é o aumento nos casos de lesão corporal no município, que fechou o ano de 2025 com 863 ocorrências desse tipo de crime, um aumento de 11,8% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 772 casos.

Dados do Centro de Referência em Atendimento à Mulher (CRAM) mostram que 520 mulheres foram atendidas somente no primeiro semestre deste ano. Já o Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ONDH) apontou 500 violações e 92 denúncias registradas. Apesar do alto número de violações, apenas 72 foram protocoladas o maior volume desse tipo de crime ocorreu em abril, com 25 denúncias, 128 violações e 16 denúncias protocoladas.

Sobre o crime ocorrido na segunda-feira, a Secretaria de Direitos e Políticas para as Mulheres de Petrópolis (SecMulher) manifestou seu mais profundo repúdio aos recentes casos de violência contra a mulher registrados no município. "Feminicídios e agressões físicas, psicológicas, sexuais, morais ou patrimoniais não são toleradas e representam uma grave violação dos direitos humanos", disse em nota.

A Secretaria também expressou total solidariedade às vítimas e suas famílias e reforçou o compromisso em promover ações de acolhimento e proteção, além de iniciativas de conscientização sobre a igualdade de gênero e a desconstrução da cultura da violência.

A SecMulher ainda ressaltou que essa questão não é apenas um problema individual, mas uma responsabilidade coletiva de toda a sociedade. O machismo, a misoginia e a violência de gênero são problemas estruturais que exigem a união de toda a sociedade.

A Secretaria reforçou, por fim, que a rede municipal de apoio e acolhimento às mulheres vítimas de violência está de portas abertas para atendimento e enfatizou a importância da denúncia e da busca por ajuda.

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