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“Walking tour”, conheça Petrópolis passeando a pé

Foto: Arquivo
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Petrópolis é mundialmente conhecida por seus atrativos históricos como os museus Imperial, Casa de Santos Dumont e do Colono, Palácio de Cristal, entre outros. Mas, a cidade também tem outros encantos que podem ser vistos pelo lado de fora. Para isso, nada melhor que fazer um passeio a pé, o “walking tour”, e descobrir curiosidades dos casarões antigos e praças da cidade.

Seguem algumas sugestões para conhecer no Centro Histórico caminhando:

RELÓGIO DE FLORES

Rua Barão de Amazonas Centro

Localizado em frente ao prédio da Universidade Católica de Petrópolis - Campus BA. Foi Inaugurado em 1972 em comemoração aos 150 anos da Independência do Brasil. O prédio, no século XIX, sediou o Palace Hotel, frequentado pelo Imperador Pedro II. Hospedou personalidades como Santos Dumont, que aqui permaneceu durante as obras de sua casa, construída nas proximidades.

Reprodução
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CASA DA EDUCAÇÃO VISCONDE DE MAUÁ


Praça da Confluência, 3 - Centro

Construção em estilo neoclássico, a obra foi iniciada em 1854, quando o Barão e posteriormente Visconde de Mauá, Irineu Evangelista de Souza, construía a primeira estrada de ferro do Brasil. Grande financista e homem de negócios com espírito empreendedor, Mauá foi uma das maiores figuras do Império. A casa foi vendida em leilão quando da falência de Mauá. Nesta casa, Vinícius de Moraes, casado então com Lúcia Proença, dona da propriedade, passou temporadas e compôs algumas de suas obras.


CASA DE RUI BARBOSA

Av. Ipiranga, 405 Centro
Residência particular

Nesta casa passou muitos verões Rui Barbosa de Oliveira, jurista, político, diplomata, filólogo, tradutor, orador e escritor brasileiro, conhecido como “O Águia de Haia”. Carinhosamente apelidada por ele de “sweet home”, nela escreveu muitas obras, entre elas “Oração aos Moços”. Faleceu nesta moradia em 1923, tendo sido o seu cortejo fúnebre um dos maiores presenciados por Petrópolis até então.


PRAÇA 14 BIS

Av. Roberto Silveira Praça da Liberdade - Centro

Possui uma réplica do invento mais famoso de Santos Dumont, o 14 bis. A atração foi inaugurada em 2006 para comemorar o centenário do primeiro voo da aeronave. O local é utilizado para estacionamento de ônibus e vans de turismo.

Foto: Arquivo
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PRAÇA DA LIBERDADE

Teve como primeiro nome Largo Dom Afonso. Foi urbanizada em 1885 e teve o paisagismo feito por Auguste Glaziou no ano seguinte. Foi denominada Praça da Liberdade em 1888 porque ali os ex-escravos se reuniam para comprar a liberdade dos companheiros ainda mantidos nas senzalas. É a principal área de lazer do Centro Histórico e em 2014 passou pela sua maior reforma desde a inauguração.


PRAÇA DOM PEDRO II

Praça Dom Pedro II - Centro

Nesta praça encontra-se a primeira estátua erigida no Brasil em homenagem a D. Pedro II. É uma linda estátua em granito e bronze, retratando o Imperador em pose pensativa, acompanhado de seus tão amados livros, trabalho do escultor francês Jean Magrou, inaugurada em 1911. Em sua origem a Praça Dom Pedro II ocupava as duas áreas cortadas pelo rio Quitandinha e pelas pistas da Rua da Imperatriz, onde hoje se localiza o Teatro D. Pedro. Foi chamada de Praça do Imperador, Largo da Bacia, Largo do Palácio e pelos colonos de Kaiserplatz. Em 1889, após a Proclamação da República, mudaram o nome para Praça D. Pedro de Alcântara. Alguns anos mais tarde passou a ser chamada Praça D. Pedro II justa homenagem a uma das mais importantes figuras da fundação de Petrópolis.

Foto: Arquivo
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PRAÇA PRINCESA ISABEL

Praça Princesa Isabel - Centro

A praça localizada em frente à Catedral de São Pedro de Alcântara anteriormente foi chamada de Largo da Princesa e Praça Pedro de Alcântara, recebendo a denominação atual em dezembro de 1929. Localiza-se entre as Avenidas Ipiranga e Tiradentes e a Rua 13 de Maio. Dona Isabel, Condessa D’Eu, Princesa Imperial do Brasil construiu em frente à praça, sua residência de verão, conhecida como “Palácio da Princesa Isabel”. Atualmente, no local, estão os escritórios da Companhia Imobiliária Petropolitana, sucessora da Imperial Fazenda de Petrópolis, onde se encontram arquivos de suma importância para a história de Petrópolis. No centro da praça encontra-se o mausoléu-estátua do major de engenheiros Julio Frederico Koeler, cujos restos mortais foram para ali transferidos do Cemitério Municipal, em 23 de janeiro de 1955.


OBELISCO

Rua do Imperador, nº 553 - Centro

O Obelisco de Petrópolis, inaugurado em setembro de 1957, foi construído a por iniciativa do então prefeito Flávio Castrioto em homenagem ao primeiro centenário da elevação de Petrópolis à categoria de cidade e em homenagem aos colonos germânicos, com projeto do engenheiro Glass Veiga e execução do engenheiro Ellyr Allah Rodrigues. À inauguração compareceram o presidente da República, Juscelino Kubitscheck, o governador do Estado, Miguel Couto Filho, autoridades municipais, e outras autoridades civis, militares e religiosas. Medindo 20 metros de altura tem em sua base quatro placas de bronze com dados históricos, e uma com o emblema do imperador D.Pedro II. O monumento é tombado pelo Inepac, Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Foi uma das maiores concentrações populares já vistas na Rua do Imperador.


PALÁCIO SÉRGIO FADEL PREFEITURA DE PETRÓPOLIS

Av. Koeler nº 260 - Centro

Em 1872, o Dr. Joaquim Antônio d’Araújo e Silva, Visconde Silva e Barão do Catete, construiu sua casa na Rua dom Afonso, atual Av. Koeler. O imóvel pertenceu posteriormente aos empresários Cândido Gaffrée, que erigiu o segundo andar, e a Eduardo Guinle. Após a Proclamação da República, hospedou-se no local o Presidente Campos Sales, que decidiu adquirir o Palacete do Barão do Rio Negro, uma casa do outro lado da rua, para ser residência de veraneio dos Presidentes da República. O prédio foi sede dos colégios Plínio Leite, São José, Ateneu e da Cia. Industrial Santa Matilde. Foi adquirido pelo Prefeito Sérgio Fadel, em 1996, para ser sede da Prefeitura de Petrópolis.


PRAÇA VISCONDE DE MAUÁ

Praça Visconde Mauá - Centro

Localizada em frente ao Palácio Amarelo, prédio da Câmara Municipal de Petrópolis o logradouro é conhecido pelo seu chafariz, idealizado pelo artista Heitor Levy com a representação de uma águia mordendo uma cobra. Teve como denominações anteriores: Municipal, Mayrink e da Imperatriz. A Praça Municipal foi inaugurada, simbolicamente, em 6 de janeiro de 1857, com a presença do imperador. No local funcionava o terminal de um sistema de abastecimento de água. Até a inauguração da Praça D. Pedro II era um local de diversão domingueira da população. Em 1944, o projeto do jardim da Praça Visconde de Mauá foi alterado pelo paisagista Burle Marx.


PRAÇA EXPEDICIONÁRIOS

Praça dos Expedicionários - Centro

No lado oposto à Praça D. Pedro encontra-se a Praça Expedicionários, localizada em frente ao Teatro Municipal. No centro da praça está o Monumento aos Expedicionários Petropolitanos, uma homenagem aos soldados da cidade enviados para lutar na Segunda Guerra Mundial. É um trabalho em bronze e granito, medindo 5m de altura. Na parte da frente, em bronze, os perfis de quatro soldados petropolitanos que morreram em batalhas na Itália. Uma figura de mulher em pé, medindo 1,70m, esculpida em bronze por Antônio Geraldes representando a cidade de Petrópolis, oferecendo aos seus filhos a coroa de louros da glória. Em frente ao Teatro D. Pedro há uma soqueira de bananeira-da-china, reminiscência do primeiro ajardinamento do local.


BOSQUE DO IMPERADOR

Rua Dr. Joaquim Moreira, 1-91 - Centro

O Bosque do Imperador e as ruas convergentes pertenciam à família imperial e faziam parte dos jardins do Palácio Imperial, que levava à Casa dos Semanários, hoje Palácio Grão-Pará. Com o falecimento da Princesa Isabel e do Conde D’Eu, revogado o banimento da família imperial em 1922, a área passou ao patrimônio municipal, em 1926. Em 1972 foi ajardinado, construído um lago com chafariz, os passeios foram asfaltados e alguns bancos colocados. Temos em seu perímetro quatro monumentos: um marco de granito em homenagem ao Centenário de Dom Pedro II; uma herma com busto do poeta Batista da Costa; um busto de Dom Pedro I, e um Monumento ao Professor.

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